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Amoreira

2.5 h | 1 locais
7.1 kmDistância
EasyDificuldade
2.5 hDuração

O Percurso Circular da Amoreira atravessa colinas cobertas por vegetação adaptada à secura, rica em plantas aromáticas. Ao matagal mediterrânico sobre solos de xisto sucedem-se os pinhais e matos sobre dunas de areia, com espécies raras de plantas. Ao longo da linha de costa, os xistos e grauvaques assumem formas espetaculares, criadas pelas forças tectónicas.

Neste percurso pode compreender-se o processo de colonização das dunas, desde o nível do mar até ao pinhal. Junto ao mar, as condições são agrestes – vento forte, exposição solar intensa, solo pobre e seco, salsugem (salpicos salgados do mar). Só verdadeiros “super-heróis das plantas” são capazes de crescer em tais condições. Aqui estão as camarinheiras, as perpétuas, o alecrim, o tomilho, o saganho-mouro, a roselha, a erva-das-sete-sangrias, o junípero e a joina-dos-matos. À medida que se caminha para o interior, a rudeza abranda e a vegetação começa a crescer em altura até atingir o pinhal, que assume a linha de defesa mais próxima das povoações. Todo este exército vegetal assume o papel de amenizar os fatores mais agrestes da proximidade do mar, proporcionando às populações do litoral e às suas culturas agrícolas um ambiente muito mais suave e ameno. No pinhal ocorre uma das populações mais numerosas de uma planta endémica – Teucrium vicentinum.

A foz da Ribeira de Aljezur é um paraíso para a observação de aves. Se é um birdwatcher vale a pena demorar-se pela foz, de binóculos em punho. Observe especialmente as zonas que ficam a descoberto na maré vazia, nos sapais, juncais e bancos de areia, frequentados por aves limícolas. Na Primavera deleite-se com as cores vibrantes dos abelharucos.

Também as plantas endémicas desta costa, como Linaria ficalhoanaBiscutella vicentinaDiplotaxis vicentina e Thymus camphoratus, marcam presença na zona dunar da foz. De Fevereiro a Abril surgem diferentes orquídeas selvagens nas clareiras dos matos.

No traçado nascente desta rota, esgotado e emagrecido pela erosão, o solo das colinas deixa-se colonizar pelas estevas. As suas flores brancas, enormes, exibem por vezes uma lágrima vermelha na base. Como a floração ocorre na Páscoa, diz o povo que são as cinco chagas de Cristo que se mostram nas flores da esteva.

Pontos de Interesse
Praia da Amoreira
A fantástica biodiversidade da praia da Amoreira está sujeita a algumas ameaças. Uma das mais graves é a proliferação de espécies invasoras. O chorão-das-praias (Carpobrotus edulis) é uma planta suculenta, originária da África do Sul. Forma tapetes...

Amado

Este percurso conta-nos histórias acerca das convulsões do planeta Terra nos últimos 300 milhões de anos. Saindo de manhã cedo, é provável encontrar muitas aves como o pombo-bravo, o falcão-peregrino, a gralha-de-bico-vermelho, o rabirruivo e as...

Pedalando pelo Sudoeste Alentejano

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Cabo de S. Vicente – Praia do Telheiro

Na ponta sudoeste da Europa este percurso circular, bem marcado, em terreno plano, mas com um piso exigente (percorra-o no sentido anti-horário) possui uma grande riqueza de flora (plantas) e de paisagem, por entre pastagens e falésias. Na 2ª metade do trajeto terá...