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Fernando Medina participates in a meeting of mayors with Pope Francis

O Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, é um dos autarcas convidados (Manuela Carmena, de Madrid,  Anne Hidalgo, de Paris e Ada Colau, de Barcelona, também, entre outros) a participar na conferência internacional, promovida pelo Papa Francisco,  “Europa: os refugiados são nossos irmãos e irmãs”, que decorre na sexta-feira e sábado, 9 e 10 dezembro, na Cidade do Vaticano.
 
O encontro, dinamizado pela Academia Pontifícia das Ciências e Ciências Sociais, procura chamar a atenção para a situação que milhares de pessoas enfrentam na sequência dos longos conflitos armados que têm assolado os seus países de origem e que têm como consequência a expulsão de suas casas de milhares de homens, mulheres e crianças.  Além disso, outras das causas apontadas pelo Sumo Pontífice para o crescente número de refugiados e deslocados são as catástrofes naturais, resultantes de agressões ao meio ambiente, fruto de decisões “egoístas de uns poucos” que põem em causa a vida de “muitos”.
Por isso, para o Papa Francisco, deve ser dada “prioridade a todas as intervenções que tenham como objetivo primordial mudar a vida aos excluídos e marginalizados que mais necessitam de nossa ajuda”.
No âmbito da cimeira, que reúne responsáveis locais de todos os pontos do Mundo, o Vaticano exorta os presidentes de câmara a que, como autoridades mais próximas das pessoas, atendam às necessidades para acomodar e regularizar todos os tipos de migrantes ou refugiados. “Os autarcas devem levantar a voz para promover pontes e não muros e a sua autoridade deve ser colocada ao serviço do desenvolvimento sustentável e integral, da justiça e da paz”, lê-se na nota divulgada pela Academia Pontifícia das Ciências.

Neste contexto, Fernando Medina considera que “a Europa ainda não conseguiu resolver a crise dos refugiados porque alguns dirigentes de países deste continente se deixaram tomar pelos egoísmos nacionais, pelas tentativas de fechar fronteiras, pelas cedências ao egoísmo”.
 
Lisboa, cidade intercultural, com a sua secular tradição de “terra de muitas e desvairadas gentes” –  como a descreveu o cronista Fernão Lopes – pelo contrário, tem sabido desde sempre receber e integrar outros povos e outras gentes. Refugiados e migrantes. Foi assim no passado e é agora assim no presente, acolhendo homens e mulheres que chegam do Mediterrânio ou da África Subsaariana, exauridos, sem casa e sem esperança. Aqui podem encontrar um teto, uma língua nova para aprenderem. Uma vida nova para viverem.

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