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Henrique Vieira Ribeiro

O conjunto de obras e significações profundas que Henrique Vieira Ribeiro apresenta nesta sua mostra individual afirmam-se como a exigência de uma realidade sensível, rica e prodigiosa que nos faz estremecer na sua presença.
Dentro dos limites dos espaços sem tempo, que discorrem da câmara clara à câmara escura, um corpo complexo formulado por diferenciados media abre caminho para um momento de suspensão, no qual toda a ação efetiva-se apenas no universo obra, nesse abismo do visível onde olhar e mente, imersos, se perdem.
Trata-se da reunião de eventos, imprevisibilidades minuciosamente contornadas e revisitadas, representações de nenhuma tragicidade que, no entanto, se alinham surpreendente e incontestavelmente segundo uma unidade repleta de simbolismo, que toma como primeiro referente a herança do imaginário judaico-cristão.
No centro da esfera de Tremor deparamo-nos com uma multiplicidade de sensações: fragmentadas, misturadas, contudo ordenadas e coerentes, que nos induzem a uma inquietação, um temor paradoxalmente atrativo – um distinto estado de alma ao qual Edmund Burke designara por sublime.

Pontos de Interesse

O FEITICEIRO DE OZ

A história conta as aventuras de Dorothy, uma menina de uma zona rural e inóspita dos Estados Unidos, que é levada por um furacão até uma terra desconhecida, cheia de cor, música e magia. Dorothy vai fazendo amigos e inimigos pelo caminho que a levará ao grande Oz, o...

GÉRARD COURANT – O HOMEM-CÂMARA

Gérard Courant realizou, desde 1970 quando ainda não tinha vinte anos, mil e dezanove filmes, dos quais trezentas e duas longas-metragens, num total de quase oitocentas horas de cinema, em variados suportes. A sua obra foi mostrada em diversos...