Exposição retrospetiva da obra de António Ole, uma figura tutelar de toda uma geração de artistas contemporâneos angolanos. Com uma carreira internacional, Ole desenvolveu uma obra que vai da escultura à instalação, da pintura e colagem ao desenho, da fotografia ao filme, em diálogo permanente com a cidade, e antes de mais a cidade de Luanda, com a sua arquitetura e os seus habitantes. A filmografia de António Ole, uma produção pouco conhecida iniciada no período pós-1974 (pós-independência de Angola como colónia portuguesa) e que se prolongou nas décadas de 1980 e 1990, é uma das apostas fortes da exposição.
Luanda, Los Angeles, Lisboa estabelece uma geografia vivencial, percorrendo ou criando pontes entre as cidades determinantes no percurso artístico de António Ole. O artista nasceu em Luanda (Angola) em 1951, onde vive e trabalha atualmente. Com Formação em Cinema no American Film Institute de Los Angeles (1975) e em Cultura Afro-Americana na Universidade da Califórnia – Center for Advance Film Studies (1981-1985), António Ole realizou a sua primeira exposição internacional no Museum of African American Art de Los Angeles, iniciando uma reflexão sobre a escravatura e o colonialismo.
A exposição estabelece um forte diálogo com o espaço da galeria, cruzando a instalação, o filme e a pintura através da ideia de trocas e da ideia de contentor.
Com exposições em várias instituições internacionais, António Ole participou em 2013 na 55ª Bienal de Veneza, onde volta a estar presente em 2015, no Pavilhão de Angola, lado a lado com outros jovens artistas angolanos. Recebeu diversos prémios em Angola, Portugal e Cuba. A sua obra encontra-se presente em inúmeras coleções públicas em Portugal, Angola, África do Sul, Estados Unidos da América, Alemanha e Cuba.
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