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ODE TO THE ATTEMPT (A SOLO FOR MESELF)

Jan Martens (1984) recicla e reescreve referências estéticas e linguagens criadas por outros. Inspira-se nelas para compor algo novo e questionar o lugar que ocupa na nova geração da dança contemporânea. “Ode To The Attempt” é o novo solo que Martens criou para si próprio, numa referência ao individualismo e narcisismo que caraterizam o ser humano de hoje.

Depois de produzir peças quase dogmáticas, como “The Dog Days Are Over” (considerado o Melhor Espetáculo de Dança de 2015, segundo o jornal Público), este solo é uma zona segura onde Martens se pode divertir, na companhia de um computador portátil e de um projetor de vídeo.

O resultado é um autoretrato em jeito de colagem, onde se revelam coreografias e a sua forma de viver e de trabalhar. Autenticidade, manipulação, descontração, perfecionismo, humor e melancolia formam os extremos em que Martens se move, convidando o público a olhar para o interior da sua cabeça e do seu computador.

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