Carlos Pereira vê na proposta de Programa de Governo da República uma vontade de acautelar os interesses autonómicos. Apesar disso, o deputado também não se entusiasma com a existência de um Conselho de Concertação Autonómico, mas considera que não existem divergências inultrapassáveis entre os governantes madeirenses e nacionais.
Acima de tudo, apela Carlos pereira, que é vice-presidente do grupo parlamentar do PS na Assembleia da república, que o interesse da Madeira seja defendido em Lisboa sem “partidarite”.
“O princípio de reforçar o diálogo para reforçar a autonomia é sempre bem-vindo. Mas o modelo de diálogo e concertação exige consenso firme, entre todos os actores, para que o mesmo seja realizado em bases sólidas e honestas, sem outros interesses escondidos que não a defesa da autonomia e das populações.
No essencial, interpreto que o programa de governo do PS introduz uma vontade reforçada de acautelar os interesses das autonomias. Não entendo que nesta matéria exista divergências insanáveis. Entendo por isso que os governos da República e regionais devem se concentrar em encontrar a melhor forma de concretizar este desejo mútuo. Ou seja, para ser muito claro, não me entusiasmo com um conselho qualquer chame-se o que se quiser) se ele não recolhe a satisfação de quem tem de dialogar, por isso há um caminho a fazer para que o diálogo seja real e profícuo na forma que satisfaça todos. É isto que os madeirenses querem!
De qualquer forma, há também um trabalho a fazer entre governos regionais porque é evidente que há dossiers comuns que exigem uma concertação firme e intransigente.
Finalmente há o consenso regional com os temas estruturantes. Cabe a todos os partidos saberem separar o que é do interesse da Madeira da partidarite.”