Select Page

Comunidade de Leitores

A clivagem Norte/Sul está longe de constituir um fenómeno recente, mas tem-se adensado nos últimos anos. A ideia de um Norte mais produtivo e racional e de um Sul mais hedonista, e despreocupado é apenas um cliché ou encontra acolhimento na literatura dos séculos XIX e XX?

Procurando uma resposta para esta questão, Helena Vasconcelos propõe-se analisar, em mais um ciclo da Comunidade de Leitores, os contrastes existentes entre o modo de vida da Inglaterra industrializada do norte e da Inglaterra rural e inocente do sul, numa época fortemente marcada pela revolução industrial, no romance Norte e Sul de Elizabeth Gaskell, os aspectos “sulistas” nas obras de William Faulkner, de Carson McCullers e de Truman Capote, o “realismo mágico” de Cem Anos de Solidão de Gabriel García Márquez e, por fim, Os Indiferentes de Alberto Moravia que descrevem “a lassitude, conformismo e decadentismo de um certo sul”, bem mais próximo de nós.

Programa:

7 de setembro
Norte e Sul, Elizabeth Gaskell

21 de setembro
Frankie e o Casamento, Carson McCullers

12 de outubro
Cem Anos de Solidão, Gabriel García Márquez

2 de novembro
Luz de Agosto, William Faulkner

23 de novembro
Súplicas Atendidas, Truman Capote

7 de dezembro
Os Indiferentes, Alberto Moravia,

Local: Culturgest. 

Pontos de Interesse

Feira de Artesanato do Estoril'18

Desta quinta-feira, dia 5, até 9 de Setembro, a Feira do Artesanato mais antiga do país volta a animar a Linha. É assim há mais de 50 anos: todos os Verões, a Feira do Artesanato do Estoril abanca no recinto da FIARTIL (mesmo em frente ao Centro de Congressos do...

Obras Raras de Kenji Mizoguchi

O Nimas acolhe um ciclo dedicado a um grande cineasta e um dos maiores nomes do cinema japonês, Kenji Mizoguchi. O programa exibe nove obras, a maior parte delas inéditas em Portugal. Contos da Lua Vaga, Os Amantes Crucificados e A Mulher...

O Ator que pensava que o Teatro era a Vida

Um ator sozinho numa sala de teatro descreve as cenas de uma peça dividida em cinco atos. A palavra é feita ação de um espectáculo imaginado pelo ator, sozinho, diante de um público como face a si mesmo. Nesta peça, memórias de factos vividos dentro e fora da cena...