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A Câmara Ama-te

Partimos do universo de Martin Crimp e acolhemo-lo como se fosse nosso porque acreditamos que as possibilidades num cenário não linear alimentam a ideia de uma identidade coerente e fixa como mito. O que trabalhamos em cena é sobretudo a nossa tentativa de compreender as múltiplas Annies, desdobráveis em objetos, memórias e lugares percorridos. Caímos sempre na tentação de lançar mais uma pedra e falhámos muitas vezes: ainda hoje nos perguntamos se poderíamos ter escolhido “outra vida” e deixá-la caminhar por entre outros pontos finais. É por gostarmos de Anny que andamos a brincar às escondidas com o Crimp, tentamos chegar a ela e partilhamos as nossas memórias caseiras, cruzamos as nossas saudades, ao ponto de já não sabermos se é dela que falamos ou, afinal, de nós próprios.

Pontos de Interesse

Marcha Invencível

Depois da chegada do estranho à Sala 34, este deve ser apresentado a Susana. Então o melhor a fazer será intensificar a influência sobre os seus sonhos, de modo a controlar a expectativa inerente ao beijo entre os dois. Na eventualidade de...