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A Lisboa que teria sido

EmA Lisboa que teria sidosão mostrados cerca de 200 projetos, maquetas, desenhos e propostas apresentadas para Lisboa, desde os séculos XVI até ao XX, mas que nunca chegaram a ser realizados.

O Museu de Lisboa apresenta a Lisboa projetada por arquitetos, urbanistas e pensadores da cidade como Francisco de Holanda, Eugénio dos Santos, J. C. Nicolas Forestier, Ventura Terra, Cristino da Silva, Raul Lino, Cottinelli Telmo, Cassiano Branco, entre outros.

À cidade cosmopolita do século XVI faltava, para alguns dos mais ilustres moradores e visitantes, monumentalidade arquitetónica. A reconstrução, depois do terramoto de 1755, dotou a Baixa de uma dimensão majestosa, mas a normalização da arquitetura pombalina foi então, e até muito recentemente, considerada soturna e sem grandeza. Tornar Lisboa mais monumental, grandiosa e palco das sucessivas novidades da arquitetura e do urbanismo foi o objetivo da maioria das propostas idealizadas a partir da segunda metade do século XIX.

Nos arquivos da Câmara Municipal de Lisboa e do Museu de Lisboa há inúmeros projetos encomendados para a cidade que, por diferentes razões, não foram realizados, ou que não o foram em todas as suas componentes. Na sua diversidade e cronologia alargada, têm em comum o desejo de monumentalizar e modernizar a capital.

Esta exposição dá a conhecer cerca de 200 desenhos, maquetas, fotografias e projetos de urbanismo e de arquitetura, desde o século XVI até à contemporaneidade, com maior incidência sobre o século XX. Apresenta-se uma seleção de materiais gráficos e tridimensionais focada no eixo central, da Praça do Comércio ao Parque Eduardo VII, o Martim Moniz, a frente ribeirinha, as portas da cidade e as pontes para a “outra banda”.
Além de um catálogo, a programação conta com um ciclo de conversas em torno da exposição

Esta exposição, comissariada pela Professora Doutora Raquel Henriques da Silva e pelo Dr. António Miranda estará patente ao público no Pavilhão Preto do Museu de Lisboa até junho de 2017.

ConversasA Lisboa que Teria sido
março 2017 :

António Lamas e Ana Barata
A frente ribeirinha e o Aterro da Boavista
1 março, 18h

Francisco Barata e Maria Helena Barreiros
A Avenida da Liberdade
15 março, 18h

Manuel Graça Dias e Egas José Vieira
Fazer cidade hoje – um olhar crítico
29 março, 18h

Pontos de Interesse

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