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A Vida como Ela é

Agora retomado num conjunto alargado de cinco histórias e num elenco de três atrizes – Ana Palma, Inês Lago e Teresa Vaz – o espetáculo da Garagem A Vida como ela aprofunda a obsessão de Nelson Rodrigues por triangulações pícaras, eivadas de um erotismo mórbido, que acentua o carácter de exposição do desejo.
O desejo assim exposto verbaliza uma noção de mulher cujos contornos têm algo de similar ao culto das magas, em voga no séc. XVII toscano. Também as mulheres em Nelson Rodrigues acrescentam à volúpia e à vingança, uma aura sobrenatural, povoada de monstruosidades ameaçadoras, figuras fantasmagóricas profundamente carnais, numa alusão ao poder mágico, à transição demoníaca entre morte e vida. 

Pontos de Interesse

Síndrome

Síndrome parte da última coreografia de Olga Roriz, estreada no ano passado, intituladaAntes que matem os Elefantes, que abordava o sofrimento do povo sírio provocado pela guerra naquele país. Agora, nas palavras da criadora, surge “um novo espaço, solitário e...

Topografias Imaginárias: cinema ao ar livre

O ciclo de visionamento comentado Topografias Imaginárias – organizado pelo Arquivo Municipal de Lisboa – Videoteca – regressa para a quarta edição, este ano integrada na programação da Capital Ibero-Americana de Cultura 2017. Os filmes que fazem...