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Aglaia Konrad

O termo Frauenzimmerstunde é uma típica construção alemã a partir de várias palavras: Frauen, Zimmer, Stunde, Frauenzimmer e Zimmerstunde. As primeiras três palavras significam “mulheres”, “sala” e “hora”, respetivamente. As duas últimas resultam de construções. Frauenzimmer é um termo que literalmente significa “sala de mulheres”. No século XV, foi usado em países escandinavos e germânicos para denominar os aposentos da rainha, incluindo os trabalhadores e os próprios quartos reais. A partir do século XVII, Frauenzimmer também foi utilizado para designar individualmente as mulheres e, após o movimento sufragista, durante a passagem para o século XX, tornou-se num termo pejorativo. Zimmerstunde é um antigo termo germano-austríaco utilizado para designar o horário em que a empregada de quarto de hotel poderia se retirar para o seu quarto no sótão. A primeira exposição individual de Aglaia Konrad em Portugal transforma o espaço do Lumiar Cité num Frauenzimmer, que dialoga com a história das intervenções arquitetónicas na galeria pelos seus colegas artistas, predominantemente masculinos. Frauenzimmer constitui o pano de fundo para o seu trabalho de fotografia que captura espaços modelados pelo homem – desde pedreiras até às intensidades urbanas de arquitetura e construções com a sua inerente materialidade, bem como noções de monumentalidade em disciplinas como a arquitetura ou a fotografia. Desenvolvendo um estilo idiossincrático que lhe permite desencadear, através da justaposição de imagens, subtis ressonâncias psicológicas, sociais e políticas, Konrad mina a formalidade na fotografia iconográfica de arquitetura. 

Pontos de Interesse

Racismo e Cidadania

A exposição tem por objetivo discutir a relação entre racismo e cidadania num espaço de seis séculos, de 1497 ao presente. Apesar de centrada no caso português, o objetivo é abrir janelas comparativas para a...

Hakanaï

Esta uma performance coreográfica de uma bailarina que decorre num espaço pouco comum: dentro de um cubo de imagens em movimento. A coreografia de Hakanaï pretende desenhar a evanescência do sonho e a impermanência das coisas, e as imagens são tocadas ao vivo, ao...