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A partir de “imagens antigas, abandonadas em feiras, esquecidas, deixadas para trás”, a coreógrafa e performer portuguesa Márcia Lança e a bailarina brasileira Carolina Campos propuseram-se descobrir “ficções que contêm realidades”.

Ao longo de uma residência artística no Atelier Real, estas fotografias abriram caminho a outros tempos e a outras histórias que não as das pessoas (desconhecidas, incógnitas, anónimas) que mostram.

Assim, foi permitido às criadoras construir narrativas em torno delas, num “exercício de imaginar que a nossa memória e o nosso esquecimento, aquela matéria indispensável para nos tornarmos singulares, podem estar em qualquer corpo, em qualquer vida, num outro qualquer.” FB

VAGAR. Carolina Campos e Márcia Lança, criação e performance; João Fiadeiro, apoio dramatúrgico.

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