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O Rio

Numa remota cabana rural, um homem entrega-se a explicações detalhadas sobre a pesca da truta marinha enquanto a namorada lhe exige promessas de amor e cumplicidade. Apesar de preferir prosseguir a leitura de um livro de Virginia Woolf, a Mulher acede a acompanhar o Homem ao rio para uma pescaria noturna. Após um blackout, ele está de regresso à cabana para comunicar à polícia o desaparecimento da namorada. Porém, vinda do duche, surge uma outra mulher.
Entre a peça de câmara e o thriller psicológico, num entrelaçado muito peculiar de universos como os de Pinter e Daphne de Maurier, sem esquecer o ecoar da poesia de Yates e de Ted Hughes, Jaz Butterworth (n. 1969) constrói um texto singular e misterioso sobre o amor e a solidão que, depois do enorme sucesso obtido, sobretudo, em Londres (em Nova Iorque, contando com Hugh Jackman no papel do protagonista, a receção foi menos entusiasta), é pela primeira vez encenado numa língua estrangeira.
Butterworth é um dos mais aclamados dramaturgos britânicos da atualidade, tendo-se destacado em 2009 com a sensacional comédia Jerusalem. Porém, o seu nome é mais conhecido do grande público pelo percurso no cinema, quer enquanto realizador (Mojo, que contém uma das últimas participações de Harold Pinter como ator, e Birthday Girl, protagonizado por Nicole Kidman) quer enquanto argumentista (é coautor do último filme da série 007, Spectre). FB

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