Select Page

O Terrorista Elegante

Na temporada em que perfaz 45 anos de atividade, a Comuna decidiu convidar dois dos mais destacados escritores africanos de língua portuguesa da atualidade a escreverem uma peça de teatro. O desafio, prontamente aceite pelo angolano José Eduardo Agualusa e pelo moçambicano Mia Couto, resulta numa “farsa dramática, carregada de inverosimilhança e poesia, sobre o prazer de viver e o poder do amor”, como nos aponta o encenador João Mota.
À superfície, O Terrorista Elegante surge como uma farsa assente na paranoia securitária que nos rodeia. Em pleno aeroporto de Lisboa, um angolano (que se denomina “poeta e feiticeiro”) é detido por suspeitas de ligação ao Estado Islâmico. Sob pressão política, dois inspetores da Polícia Judiciária e uma agente da CIA tentam por todos os meios arrancar ao suspeito uma confissão. Porém, aquilo que acabam por descortinar são os demónios que os aprisionam. E, como que por magia, apenas alguém consciente de que “a culpa é a pior das prisões” os pode libertar. Esse homem é livre como os pássaros, mesmo estando preso e prestes a ser considerado terrorista. FB

Pontos de Interesse

diogo machado (add fuel)

Apresenta-se uma proposta baseada no trabalho que tem sido desenvolvido à volta da reinterpretação da azulejaria portuguesa nomeadamente a de padrão, baseada na estética (de adaptação formal e cromática) do século XVII. Uma adaptação do trompe-l’œil convencional...

João Jacinto

Quando a taciturna chegar e decapitar as túlipas, dizia Paul Celan, o poeta que logo procurei ao chegar um dia destes do atelier do João Jacinto e ele me mostrar uma infinidade de papéis (não disse desenhos, não sei se são, o carvão aqui pinta o magma, a noite sem...