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As guigas do Tâmega

Nicolau Ribeiro

Para que servem os barcos? Para fazer travessias entre margens; para atividades de lazer e passeios nas águas dos rios (e dos mares); para transportar pessoas ou mercadorias, dir-se-á.

E assim é, de facto, independentemente das águas em que deslizam, ainda que assumam características diferentes, conforme os sítios donde são originários, ou para ou como são utilizados. Aveiro tem, na sua ria, os moliceiros; o Douro sempre foi povoado por rabêlos e o Tâmega tem as suas guigas.


[1] Eduardo Teixeira Pinto documentou, como só ele sabia, em dezenas de fotografias, envoltas em névoa, as guigas do Tâmega

[2] Autores como Daniel Ribeiro admitem que a guiga de Amarante é um sucedâneo dos barcos vinquingues.

[3] A União de Freguesias de Amarante organiza, anualmente, a marcha “Caminhos do Tâmega”, cujo percurso inclui a travessia do rio de guiga na zona do Mercado Municipal de Amarante.

[4] In AMARANTE MAGAZINE, edição nº 33 / verão de 2017, pp 70-73.

[5] Idem

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