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Cinco razões para subir à Serra da Aboboreira

Nicolau Ribeiro

Amarante particularmente, mas, de uma forma geral, o Baixo Tâmega, tem uma oferta turística muito diversificada. Seja do ponto de vista histórico, monumental, cultural ou ambiental.

E é de ambiente que lhe queremos falar. No “Amarante Tourism”, encontra artigos sobre a serra do Marão, os seus percursos e rotas. Hoje, convidámo-la(o) a subir à Serra da Aboboreira, indicando-lhe cinco razões porque o deve fazer.

Antes, porém, fique a saber o seguinte: a Serra da Aboboreira (que ocupa uma área total de 118,9 quilómetros quadrados e se distribui por território de três Municípios: Amarante, Baião e Marco de Canaveses) tem toda a sua morfologia influenciada por duas linhas de água, onde correm os rios Ovil e Fornelo. Eleva-se até uma altitude de 1 000 metros, destacando-se, pela sua importância, três pontos: o da Abogalheira, com 962 metros; o de Meninas, com 970 metros e o da Senhora da Guia, com 972 metros.

A Aboboreira foi povoada desde o Paleolítico Inferior (30.000 anos aC), época de que data o mais antigo achado ali recolhido (um acheuleuse talhado num calhau rolado de xisto metafórico[1]) e apresenta inúmeros vestígios do Neolítico e da Idade do Bronze, datados de 2 500 aC, como o Dólmen de Chã de Parada. O povoamento mais intenso das aldeias da serra data do início da nacionalidade, com os seus habitantes a viverem exclusivamente da agricultura e da criação de gado.

Habitada, como já se referiu, desde o Paleolítico, a Aboboreira (de onde se admite terem partido os povos que fundaram a cidade de Amarante) é um compêndio vivo de Arqueologia. Visitar o seu Campo Arqueológico é mergulhar na História profunda.

O Núcleo de Arqueologia  do Museu Municipal de Baião apresenta a exposição permanente “Campo Arqueológico da Serra da Aboboreira”, sobre os vestígios da ocupação desta região desde a Pré-História até à Idade Média. Desta exposição, destaca-se a maqueta com 120 figurinhas humanas, que ilustra as diferentes fases de construção de uma anta e da respetiva mamoa (montículo em terra e pedra)[3].

Em vários locais da serra existem também sítios arqueológicos identificados como “castelos”. Tratam-se, na maioria dos casos, de estruturas muito rudimentares, formadas por adaptações topográficas, cortes na penedia, taludes artificiais ou muralhas de pedra irregular, sem recurso a argamassas[4]. Serviriam para defesa dos povos que viviam no seu interior.

Como vê, não faltam razões para, um dia destes, subir à Aboboreira. Esta primavera aventure-se pela serra e desfrute de tudo o que esta tem para lhe oferecer.

Seja bem-vinda(o)!


[1] Afonso do Paço, 1979

[2] Edição Clube do Autor, SA (2018)

[3] In Turismo do Porto e Norte

[4] In “Património Cultural”, Serra da Aboboreira. AMBT (Associação de Municípios do Baixo Tâmega)

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