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Túmulo de D. Dinis Mosteiro de S. Dinis – Odivelas

A DGPC , em articulação com a Câmara Municipal de Odivelas e com o Colégio Militar, está a promover uma ação de limpeza e consolidação de dois túmulos existentes no Mosteiro de S. Dinis de Odivelas – o túmulo de D. Dinis e o túmulo do Infante D. Dinis. Os trabalhos de conservação e restauro, que se iniciaram a 23 de novembro de 2016, estão a ser realizados pela empresa K4, gestão de Património, Lda.
D. Dinis morreu em 7 de janeiro de 1325, em Santarém. Para que se cumprisse a disposição do último testamento datado de 1322, onde o monarca expressava a intenção de ser tumulado no mosteiro de Odivelas que fundara anos antes, em 1295, “antre o coro e a ousia maior”, o corpo do monarca terá sido embalsamado, envolto num pano brocado e posto num ataúde. O cortejo fúnebre percorreu a planície ribatejana ao som do repique dos sinos das igrejas e mosteiros das povoações por onde passavam. No Mosteiro de Odivelas esperavam-no o Cabido da Sé, as Ordens, a Câmara da cidade e 80 monjas da comunidade cisterciense, com tochas acesas.
O corpo foi depositado no túmulo pétreo colocado na nave central, em frente à capela-mor. O tamanho e imponência do monumento funerário que, segundo as monjas, as impedia de ver as cerimónias religiosas, terá sido a razão que determinou a sua deslocação no interior da igreja.
O túmulo, que atualmente se encontra no absidíolo, do lado do Evangelho, sofreu, ao longo dos tempos, várias alterações e transformações na sua forma, provocadas quer por causas naturais, como o terramoto de 1755, quer por outras que se prendem com a ação humana. As diversas trasladações e os sucessivos restauros realizados nos séculos XIX e XX terão contribuído também, e paradoxalmente, para a sua deterioração, chegando aos nossos tempos com uma imagem desvirtuada e extremamente desvalorizada.
Perante a necessidade de identificar os materiais constituintes e técnicas de execução para poder definir uma correta metodologia de intervenção, surgiu a necessidade de proceder a trabalhos prévios de registo, limpeza superficial e consolidação, que possibilitem uma maior aproximação ao bem patrimonial em questão, permitindo, assim, um melhor conhecimento e identificação dos materiais e dos problemas. Ao mesmo tempo, pretende-se, com esta intervenção, a preservação dos elementos existentes no seu aspeto original, segundo uma intervenção mínima, e a devolução de uma imagem digna e integrada, evitando tratamentos que modifiquem irreversivelmente o conjunto do ponto de vista histórico-artístico.
 
Promotores: Direção Geral do Património Cultural/DGPC  e  Câmara Municipal de Odivelas/CMO
Projeto: Departamento de Estudos, Projetos, Obras e Fiscalização/ Direção Geral do Património Cultural
Entidade Executante:  K4, gestão de Património, Lda.
Prazo de execução: 30 dias
Mosteiro de S. Dinis em Odivelas e Igreja Matriz encontram-se classificados como Monumento Nacional.
Fotos : Créditos CM Odivelas
 

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