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Cabo de S. Vicente – Praia do Telheiro

5 h | 1 locais
14.4 kmDistância
HardDificuldade
5 hDuração

Na ponta sudoeste da Europa este percurso circular, bem marcado, em terreno plano, mas com um piso exigente (percorra-o no sentido anti-horário) possui uma grande riqueza de flora (plantas) e de paisagem, por entre pastagens e falésias. Na 2ª metade do trajeto terá vistas privilegiadas da costa, com o cabo de S. Vicente em fundo.

Partindo do farol, inicia-se ao longo da N268 para este, seguindo as marcações brancas e vermelhas do Caminho Histórico da Rota Vicentina e da Via Algarviana e, em breve, se chega à fortaleza do Belixe. Ao longe, avista-se a ponta de Sagres, com a sua imponente fortaleza e o farol. A dada altura cortamos à esquerda, por outra estrada asfaltada mais estreita. Caminhamos por uma paisagem agrícola, de pastagens e pousios a perder de vista, com vegetação essencialmente herbácea. Estamos no Vale Santo, antigo local de peregrinação a S. Vicente e excelente local para observar aves. Depois chegamos a um pequeno pinhal dunar, com as árvores retorcidas, moldadas pelo vento.

Numa bifurcação, perto de uma casa agrícola, seguimos pelo caminho da esquerda. Logo depois, atenção à cortada à direita, que nos leva em ligeira subida até ao local onde o Caminho Histórico se encontra com o Trilho dos Pescadores. A partir daqui, seguir as marcações verdes e azuis do Trilho dos Pescadores – Circuito da Praia do Telheiro.

Caso queira ir até ao mar, o caminho à direita desce até à praia da Ponta Ruiva, popular entre surfistas. Pelo percurso principal rapidamente chegamos ao miradouro da Ponta Ruiva. A paisagem da linha de costa é impressionante e, ao longe, avista-se o farol do cabo de São Vicente.

Caminhando pelo topo das falésias mais altas desta costa (algumas com mais de 50 m), pela diversidade e abundância da vegetação dunar presente é fácil perceber a razão pela qual a ponta de Sagres é considerada uma Reserva Biogenética. Entre muitas outras, sobressaem espécies endémicas de estevas, tojos e tomilhos.

A falésia da praia do Telheiro é um espetacular geossítio, com uma das maiores discordâncias geológicas da Península Ibérica. Antes de chegarmos ao acesso à praia, descemos e subimos o Barranco das Quebradas, coberto de vegetação nativa mediterrânica. Nestes barrancos abrigados do vento é notável a altura que a vegetação consegue atingir. Depois de atravessar outro barranco mais pequeno, caminhamos por um terreno pedregoso, de pedra branca calcária. A partir daqui, a marcação do percurso está complementada com mariolas (montes de pedras) e é preciso atenção para nos mantermos no trilho certo. Antes de chegar à estrada, reencontramos o Caminho Histórico e a Via Algarviana, cujas marcações seguimos, em direção a oeste, até ao final do percurso (farol do cabo de São Vicente).

Variante – o Caminho Histórico da Rota Vicentina continua para norte até Vila do Bispo, pelo que é possível fazer um percurso linear, começando ou terminando nesta povoação.

Pontos de Interesse
Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina
O Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina – PNSACV ocupa uma superfície de 89.568,77 ha (60.577,25 ha de área terrestre e 28.991,52 ha de zona marinha), com grande diversidade de habitat costeiros, incluindo praias, falésias, ilhotas e...

Carrascalinho

Entre solos arenosos e montes xistosos, duas paisagens diferentes, dois habitats complementares. Os solos arenosos, de ondulado suave, predominam no troço norte deste percurso, onde imperam os pinhais com matos de plantas aromáticas, orquídeas selvagens e plantas...

PR1 NIS – Trilho das Jans

O percurso inicia-se na Amieira do Tejo, segue por um caminho entre muros, azinheiras, oliveiras, estevas, giestas e sobreiros. Segue até às ruínas da igreja de Vila Flor. Avançamos em direção ao Tejo, por uma descida acentuada até à margem. Aqui caminhamos pelo muro...