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GR13 – Via Algarviana | Setor 5 – Cachopo » Barranco do Velho

8 h
29.5 kmDistância
HardDificuldade
8 hDuração

Trilho espetacular, mas exigente, pelos cumes e vales verdejantes da Serra do Caldeirão. Delicie-se com os sabores dos produtos locais.

No 5º setor espera-o uma paisagem espectacular, mas também um dos dias mais exigentes e difíceis desta jornada. Vai caminhar em plena Serra do Mú ou do Caldeirão, com um relevo muito sinuoso e acidentado. As subidas levam-no até cumes de onde tem vistas panorâmicas inesquecíveis e onde vai querer aproveitar para respi­rar bem fundo. As descidas seguem ao encontro de vales verdejantes e linhas de água.

Sai do centro de Cachopo rumo a ocidente, por uma bela paisagem florestal com sobrei­ros e densos matos de medronheiros, urzes e estevas. Passa por pequenos aglomerados habitacionais: Currais, onde encontra à venda produtos típicos da serra, incluindo aguardente de medronho e mel; Alca­ria Alta, com uma fascinante panorâmica sobre a serra; e por fim, Castelão, onde pode apreciar a arquitetura tradicional.

Chegamos depois à Ribeira de Odeleite, um local de inegável be­leza natural. Aproveite para um merecido descanso, antes de iniciar a longa ascensão até Parises.

Parises é um local de paragem obrigatório para recompor as energias após o esforço anterior. É também aqui que encontra a Ligação 1 – Via Algarviana (Parises) até São Brás de Alportel. Se fizer esta ligação, reserve algum tempo para visitar a bonita e tradicional vila de São Brás de Alportel.

Voltamos ao nosso ponto de descanso, em Parises, e caminhamos em direção a Oeste. Atravessam-se os Barrancos do Bufo, Javali e o Corgo de Loulé. Atinge-se o Cerro da Relva, onde a vista é ampla: a Norte, vemos os Mon­tes Novos; a Este, Parises; e a Oeste, o Barranco do Velho.

O caminho segue para a foz da Ribeira do Vale Formoso, afluente da Ribeira de Odeleite. Na divisão entre os concelhos de São Brás de Alportel e Loulé, intercetamos a PR5 LLE – Percurso Pedestre dos Montes Novos, cujo traçado partilhamos durante cerca de 1 km. No local onde este trilho se separa do nosso, começamos a intercetar a Ligação 6 – Ameixial à Via Algarviana (Barranco do Velho). Deste ponto até ao Barranco do Velho ainda há algumas subidas, mas a beleza da serra vai continuar a surpreendê-lo.

Já na povoação de Barranco do Velho, junto à sede da APFSC – Associação de Produtores Florestais da Serra do Caldeirão, mais uma interceção: partilhamos o traçado da PR17 LLE – Percurso Pedestre do Barranco do Velho num caminho muito bonito, com bastante sombra e com os sobreiros a preencher a paisagem.

Aqui, a cortiça ainda tem muito valor económico. Vale bem a pena conhe­cer melhor a povoação, experimentar e comprar os produtos da terra no restaurante, na loja de artesanato e na destilaria de aguardente de medronho.

 

O QUE PODE VER?

» PATRIMÓNIO HISTÓRICO, ARQUEOLÓGICO E RELIGIOSO

  • Fontes, fontanários e antigos tanques de rega;
  • Casa dos Cantoneiros;
  • Igreja de Barranco do Velho (de 1944);
  • Fonte Férrea no Barranco do Velho;
  • Produção de cortiça.

» NATUREZA

Integrada na Rede Natura 2000 (Sítio “Caldeirão” PTCON0057), esta foi uma das áreas mais importantes no Algarve para espécies emblemáticas como o Gato-bravo (Felis silvestris) e o Lince-ibérico (Lynx pardinus).

Na vegetação natural destaque para os densos bosques de sobreiro (Quercus suber), sob os quais se desenvolvem estevais (Cistus ladanifer), medronhais (Arbutus unedo) e urzais (Erica sp.), entre outras espécies.

Os sobreirais são das zonas mais ricas em biodiversidade. No concelho de São Brás de Alportel, a extracção de cortiça teve e continua a ter uma elevada importância na economia local. A cortiça que aqui é extra possui da melhor qualidade a nível nacional.

No que toca à avifauna, destaque para a Águia-perdigueira (Aquila fasciata), o Bufo-real (Bubo bubo), a Águia-cobreira (Circaetus gallicus) ou o Gavião (Accipiter nisus). Poderá também encontrar várias espécies de passeriformes como a Felosinha-ibérica (Phylloscopus ibericus), o Chapim-de-poupa (Lophophanes cristatus) ou a Toutinegra-do-mato (Sylvia undata).

Esta é também uma zona importante para diversos mamíferos, como a Fuinha (Martes foina) ou o Texugo (Meles meles).

No inverno também se encontram cogumelos. Mas atenção: nunca deverá colher e/ou cozinhá-los se não souber identificá-los e não conseguir ter 100% de segurança de que não são tóxicos.

Pontos de Interesse

Carrascalinho

Entre solos arenosos e montes xistosos, duas paisagens diferentes, dois habitats complementares. Os solos arenosos, de ondulado suave, predominam no troço norte deste percurso, onde imperam os pinhais com matos de plantas aromáticas, orquídeas selvagens e plantas...

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